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Domingo, 11 de Janeiro 2026

Policial

Suspeitos de assassinar gari em Cururupu são presos pela Polícia Civil; droga é apreendida

Prisão de suspeito reacende investigações sobre crime que matou trabalhador durante protesto e causou comoção em Cururupu

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Por ICURURUPU
Suspeitos de assassinar gari em Cururupu são presos pela Polícia Civil; droga é apreendida
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A Polícia Civil do Maranhão prendeu Brendo de Abreu Ramos, de 19 anos, apontado como um dos envolvidos no assassinato do gari João Carlos Reis, conhecido como “Fofoca”, crime que chocou o município de Cururupu em agosto de 2025. Além dele, outro suspeito, cujo nome não foi divulgado pelas autoridades, foi preso em flagrante. Ambos são investigados por participação direta na morte do servidor público.

Durante o cumprimento do mandado de prisão contra Brendo, os policiais também o autuaram em flagrante por tráfico de drogas. Com eles, foram apreendidos entorpecentes, dinheiro em espécie e um rádio comunicador, equipamento comumente utilizado para monitorar a movimentação policial. A Polícia Civil informou que as investigações seguem para esclarecer completamente a dinâmica do crime e identificar outros possíveis envolvidos.

Segundo a Polícia Civil, as prisões representa um passo importante para a elucidação de um dos crimes mais traumáticos registrados na cidade nos últimos anos.

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Crime que abalou Cururupu

João Carlos Reis, o “Fofoca”, era gari há mais de 20 anos e bastante conhecido pela população. Ele foi baleado enquanto trabalhava, durante um protesto ocorrido dias após um confronto policial que havia deixado mortos no município. Socorrido e levado à Santa Casa de Misericórdia de Cururupu, não resistiu aos ferimentos e morreu em 18 de agosto de 2025.

A morte do servidor público gerou forte comoção social e aumentou a tensão entre moradores, autoridades e forças de segurança. À época, ficou esclarecido que o disparo que atingiu o gari não partiu da polícia, que sequer estava presente no local no momento do crime. A linha investigativa aponta que João Carlos pode ter sido vítima de fogo cruzado entre manifestantes armados, o que agravou ainda mais a tragédia: um trabalhador, alheio ao confronto direto, perdeu a vida de forma brutal.

Contexto de violência e protestos

O protesto que antecedeu o assassinato teve como pano de fundo um confronto ocorrido em 15 de agosto de 2025, por volta das 23h30, entre policiais militares e integrantes do Comando Vermelho, no povoado Salinas, zona rural de Cururupu.

Segundo a Polícia Militar, uma denúncia anônima informou que cinco faccionados estariam circulando em duas motocicletas, após saírem da sede do município. Ainda conforme a PM, o grupo teria invadido a casa dos irmãos Renato e Edinielson, sequestrando Renato para submetê-lo a um suposto “disciplinamento”, prática comum em organizações criminosas.

Durante o patrulhamento, os policiais localizaram as motocicletas. Os ocupantes teriam desobedecido à ordem de parada e efetuado disparos contra a guarnição, que revidou. No confronto, quatro suspeitos foram baleados e um conseguiu fugir. Dois simulacros de arma de fogo foram apreendidos.

Mortos, ferido e vítima de sequestro

Os quatro feridos foram levados à Santa Casa de Cururupu. Três não resistiram e morreram no hospital. As vítimas fatais foram identificadas como:

  • M. S. D., 31 anos, morador do bairro Fátima;

  • S. C. A. S., do bairro São Benedito;

  • T. C. A. D. C., também do bairro Fátima.

O sobrevivente, M. J. D. P., do bairro Beira do Campo, permaneceu internado.

O homem sequestrado, Renato, foi encontrado no povoado Salinas com lesões no braço esquerdo e na costela direita. Houve relatos de demora no atendimento médico, mas ele acabou sendo socorrido após insistência.

O episódio gerou desconfiança e revolta em parte da população. Familiares dos mortos acusaram a PM de execução, enquanto a corporação sustentou que agiu em legítima defesa, diante de disparos efetuados pelos suspeitos.

Investigação segue

Com a prisão de Brendo de Abreu Ramos, a Polícia Civil afirma que as investigações avançam para esclarecer completamente a dinâmica do assassinato e identificar possíveis outros envolvidos. O caso segue em apuração e a expectativa das autoridades é de que a responsabilização dos culpados ajude a trazer respostas à família e à população de Cururupu, marcada por um dos episódios mais trágicos de 2025.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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