Lula é reeleito presidente e conquista inédito quarto mandato
Petista supera Flávio Bolsonaro no segundo turno e entra para a história como o primeiro presidente da República a conquistar quatro mandatos pelo voto direto, segundo o resultado divulgado neste domingo (25).
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito neste domingo (25), após vencer o segundo turno das eleições presidenciais. De acordo com os dados da apuração divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula ultrapassou a marca de 50% dos votos e confirmou a vitória sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL).
A eleição foi marcada por uma disputa acirrada e por uma virada histórica em relação ao primeiro turno. Lula havia ficado atrás de seu adversário na primeira etapa da votação, mas conseguiu reverter o resultado no segundo turno, consolidando sua vitória nas urnas.
Com a reeleição, Lula garantirá um quarto mandato na Presidência da República, considerando os períodos de governo entre 2003 e 2010 e o atual mandato, iniciado em 2023. O resultado representa um marco na trajetória política do petista e na história das eleições brasileiras.
Quem é Luiz Inácio Lula da Silva
Aos 80 anos, Luiz Inácio Lula da Silva construiu uma trajetória política marcada pela atuação sindical, pela fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e por disputas presidenciais que atravessaram diferentes momentos da história recente do Brasil.
Nascido em Caetés, no interior de Pernambuco, Lula é o sétimo de oito irmãos. Ainda criança, mudou-se com a família para São Paulo em busca de melhores condições de vida. Aos 15 anos, iniciou sua formação profissional como torneiro mecânico.
Sua atuação sindical ganhou destaque durante as greves de trabalhadores do ABC paulista, no final da década de 1970. Em 1980, participou da fundação do Partido dos Trabalhadores, tornando-se uma das principais lideranças políticas do país.
Em 1986, foi eleito deputado federal por São Paulo e participou da Assembleia Nacional Constituinte, responsável pela elaboração da Constituição Federal de 1988.
Primeiras candidaturas e chegada à Presidência
Lula disputou sua primeira eleição presidencial em 1989, quando foi derrotado no segundo turno por Fernando Collor de Mello. Também concorreu em 1994 e 1998, mas perdeu as duas disputas para Fernando Henrique Cardoso, eleito em primeiro turno nas duas ocasiões.
A vitória veio em 2002, quando Lula derrotou José Serra no segundo turno e assumiu a Presidência da República em janeiro de 2003. Em 2006, foi reeleito após vencer Geraldo Alckmin, então filiado ao PSDB.
Ao final de seus dois primeiros mandatos, Lula deixou o governo com altos índices de aprovação e apoiou a candidatura de Dilma Rousseff, eleita presidente em 2010 e reeleita em 2014.
Prisão, anulação das condenações e retorno ao poder
Em 2018, Lula foi preso após condenação no processo relacionado ao tríplex do Guarujá, no âmbito da Operação Lava Jato. Naquele ano, teve sua candidatura presidencial barrada pela Justiça Eleitoral com base na Lei da Ficha Limpa.
Posteriormente, também foi condenado no processo relacionado ao sítio de Atibaia. Lula permaneceu preso por 580 dias.
Em 2021, o Supremo Tribunal Federal (STF) anulou as condenações que fundamentavam sua prisão, em razão de questões jurídicas relacionadas à competência da Justiça Federal de Curitiba. Em outro julgamento, o STF também reconheceu a parcialidade do então juiz Sergio Moro no caso do tríplex. Com as decisões, Lula recuperou seus direitos políticos e voltou a ficar elegível.
Terceiro mandato e nova vitória eleitoral
Em 2022, Lula retornou à disputa presidencial e derrotou Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, conquistando seu terceiro mandato na Presidência da República.
Agora, com a vitória nas eleições de 2026, o petista amplia sua trajetória política e assegura um quarto mandato presidencial, em uma eleição marcada pela polarização política e pela disputa entre dois projetos distintos para o futuro do país.
O resultado representa mais um capítulo da história política brasileira e confirma a permanência de Lula como uma das figuras centrais da política nacional.

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