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Terça-feira, 10 de Fevereiro 2026

Economia

Falta de dinheiro em lotérica de Cururupu escancara crise no acesso a benefícios sociais

A constante falta de numerário transforma o simples ato de sacar um benefício em um verdadeiro calvário, marcado por filas intermináveis.

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Por ICURURUPU
Falta de dinheiro em lotérica de Cururupu escancara crise no acesso a benefícios sociais
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Beneficiários de programas sociais do Governo Federal continuam enfrentando sérias dificuldades para receber seus benefícios em Cururupu e em cidades vizinhas. A situação, que se arrasta há anos, ganhou um novo e preocupante capítulo na manhã da última quarta-feira, 21 de janeiro de 2026, quando um episódio inusitado chamou a atenção de dezenas de pessoas na única casa lotérica do município.

Cururupu, considerada a cidade mais importante da região, possui mais de 31 mil habitantes, segundo dados do IBGE (2022). Apesar da relevância regional, o município dispõe apenas de duas agências bancárias — uma do Banco do Brasil e outra do Bradesco — além de uma única casa lotérica, responsável por atender não apenas a população local, mas também moradores de municípios vizinhos.

Mesmo com o avanço dos serviços bancários digitais, muitos beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família, especialmente idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade, ainda dependem do saque em dinheiro para sobreviver. É justamente nesse ponto que o sistema entra em colapso. A constante falta de numerário transforma o simples ato de sacar um benefício em um verdadeiro calvário, marcado por filas intermináveis, madrugadas em frente às agências e, muitas vezes, humilhação.

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A situação mais crítica ocorre na casa lotérica. Com baixa movimentação financeira — limitada principalmente ao pagamento de contas de água, energia elétrica e outros títulos — a unidade não consegue manter caixa suficiente para atender à alta demanda por saques de benefícios sociais. O resultado é frustração generalizada, sucessivas tentativas sem sucesso e prejuízos financeiros para a população, que muitas vezes precisa se deslocar duas ou três vezes até conseguir receber o dinheiro.

Foi nesse contexto que, na manhã da última quarta-feira (21), um cidadão, exausto após várias tentativas frustradas de saque, chegou ao limite. Segundo relatos de pessoas que aguardavam atendimento, o homem, revoltado com a falta de dinheiro na lotérica, decidiu baixar as portas do estabelecimento e se trancar em seu interior, em um ato de protesto para tentar garantir o recebimento do valor a que tinha direito. O nome do envolvido não foi divulgado. A atitude gerou surpresa, tensão e apreensão entre os demais usuários que aguardavam na fila.

O episódio expõe de forma clara o grau de desgaste emocional e social enfrentado por quem depende exclusivamente desses recursos para sobreviver. De acordo com relatos de moradores que pediram anonimato, diante da urgência em honrar compromissos básicos, algumas pessoas acabam recorrendo a práticas prejudiciais, como aceitar que terceiros antecipem o dinheiro em espécie, com descontos que chegam a 5% do valor do benefício. Para muitas famílias, essa perda representa um impacto significativo, considerando que o benefício é, em muitos casos, a única fonte de renda.

Há anos, a população de Cururupu cobra a instalação de uma agência da Caixa Econômica Federal no município. Em 2025, a esperança foi renovada após a divulgação de que a Prefeitura havia doado um terreno para a construção da unidade. No entanto, quase um ano depois, não houve qualquer avanço concreto. As pessoas que se apresentavam como responsáveis pela implantação da agência simplesmente desapareceram, frustrando novamente as expectativas da população.

O problema não se restringe a Cururupu. Municípios vizinhos como Mirinzal, Cedral, Central do Maranhão, Serrano do Maranhão, Bacuri e Apicum-Açu enfrentam dificuldades semelhantes, obrigando moradores a longos deslocamentos e sucessivas tentativas para acessar benefícios que são um direito garantido por lei.

Diante desse cenário, a população espera que as autoridades municipais, estaduais e federais deixem as promessas de lado e busquem soluções efetivas. Afinal, não basta garantir o direito aos programas sociais; é indispensável assegurar que esses benefícios cumpram sua função social e cheguem, de forma digna, eficiente e humana, a quem realmente precisa.

FONTE/CRÉDITOS: REDAÇÃO
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