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Quinta-feira, 05 de Março 2026

Opinião

Cururupu: 184 anos de história, resistência e saudade do futuro

No próximo dia 3 de outubro de 2025, essa cidade centenária completará 213 anos de existência.

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Por ICURURUPU
Cururupu: 184 anos de história, resistência e saudade do futuro
Reprodução/Redes Sociais.
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Prestes a completar 184 anos, Cururupu parece ter parado no tempo — e, infelizmente, pouco resta a se comemorar. Uns a chamam de Cururupu, outros de “minha cidade”; há quem, carinhosamente, a chame de “princesa do litoral”. É assim que muitos cururupuenses expressam o seu amor por esta terra querida.

Criado como distrito pela Lei Provincial n.º 13, de 08 de maio de 1835, Cururupu era, à época, subordinado ao município de Guimarães. Posteriormente, foi elevado à categoria de município, pela Lei Provincial n.º 120, de 03 de outubro de 1841, desmembrando-se oficialmente de Guimarães.

No próximo dia 3 de outubro de 2025, essa cidade centenária completará 184 anos de existência — um marco histórico que, no entanto, contrasta com a realidade vivida por seus habitantes. Ao longo das décadas, o município tem sofrido com a falta de cuidado e o descaso dos seus gestores. A má gestão dos recursos públicos e a negligência com as necessidades básicas da população têm feito com que Cururupu estagne, enquanto cidades vizinhas, bem mais jovens, avançam em infraestrutura, educação, saúde e oportunidades.

Diversos administradores, que prometeram comprometimento com o desenvolvimento local, passaram pelo cargo sem deixar um legado digno. O resultado é uma lacuna profunda nos serviços prestados à população, assim como um atraso visível no progresso da cidade.

Apesar de sua importância histórica e geográfica para a região, Cururupu continua a ser ofuscada por interesses políticos que pouco têm a ver com o bem-estar coletivo. A cidade vive um presente difícil, distante do ideal sonhado por seus filhos e filhas.

Há um ditado popular que diz: "A esperança é a última que morre." No caso de Cururupu, a impressão que se tem é que até mesmo a esperança se rendeu ao abandono, à indiferença e à insensatez de seus dirigentes — que, apesar das promessas renovadas a cada eleição, pouco ou nada fizeram para transformar de verdade a realidade do município.

 

Escrito por Raimundo Nonato Pereira, Bacharel em Direito, Pós-graduado em Sistema Prisional, Medidas Socioeducativas e Direitos Humanos, Docência do Ensino Superior, Acadêmico do Curso de Marketing, da Universidade Católica de Brasília (UCB), e Diretor Geral do portal de notícias ICURURUPU.

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